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jueves, 7 de mayo de 2015
Diócesis de Melo: envío misionero del P. Jorge Osorio a Amazonia
El P. Jorge Osorio, sacerdote de la Diócesis de Melo, partirá próximamente a la Amazonia para reanudar allí su labor misionera en la Diócesis de São Gabriel da Cachoeira, en el rincón donde se juntan Brasil, Colombia y Venezuela.
Con una superficie mayor que la mitad de la de Uruguay, el municipio de São Gabriel cuenta apenas con poco más de 42.000 habitantes. La mayor parte de la población pertenece a etnias indígenas, Arapaço, Baniwa, Barasana, Baré, Desana, Hupda, Karapanã, Kubeo, Kuripako, Makuna, Miriti-tapuya, Nadob, Pira-tapuya, Siriano, Tariano, Tukano, Tuyuka, Wanana, Warequena y Yanomami, etc. São Gabriel da Cachoeira es el municipio con mayor concentración de etnias indígenas de Brasil.
Osorio, que pertenece a la fraternidad sacerdotal Iesus-Cáritas (inspirada en el Beato Charles de Foucauld) se relacionó con esta Diócesis a través de su Obispo, Dom Edson Damián, también vinculado a esa fraternidad.
Las comunidades se encuentran a considerable distancia unas de otros, y los únicos caminos de acceso son las corrientes de agua, interrumpidas por las cachoeiras (cascadas). Al llegar a esos puntos del recorrido, es necesario desmontar el motor de la lancha, arrastrar sobre las rocas el casco y llevar el motor a pulso, para luego volver a instalarlo y reemprender la navegación.
El sacerdote permanece unos días en cada comunidad y luego regresa hasta una nueva visita.
El pasado domingo 3 de mayo, en la Parroquia del Salvador, en la ciudad de Treinta y Tres, Mons. Heriberto, acompañado por el Obispo emérito Mons. Roberto Cáceres y el P. Asdrúbal Alonso, junto a la comunidad parroquial, realizaron una Eucaristía de Envío misionero.
Durante la celebración, el Obispo diocesano leyó la carta que dirigió a su hermano Obispo de São Gabriel. En ella recordó lo compartido por el P. Jorge desde su regreso y el aprecio por su labor misionera. Reconociendo las necesidades de la Diócesis de Melo, Mons. Bodeant expresó que la comunidad diocesana valora la disponibilidad del P. Jorge "para una tarea aún más exigente, en una iglesia diocesana aún más necesitada que la nuestra".
El Obispo recordó un antiguo envío misionero, en el pasaje de Hechos de los Apóstoles donde se cuenta lo que vivió la comunidad de Antioquía: 'Un día, mientras celebraban el culto del Señor y ayunaban, el Espíritu Santo les dijo: ‘Resérvenme a Saulo y a Bernabé para la obra a la cual los he llamado’. Ellos, después de haber ayunado y orado, les impusieron las manos y los despidieron”.
Y continuó Mons. Bodeant: "Pensando en la disponibilidad de aquélla comunidad -que estaba en sus inicios- para desprenderse de dos valiosos animadores, invito a nuestra comunidad diocesana a vivir la misma actitud; a orar por los frutos de la misión del P. Jorge y a poner nuestra confianza en el Dueño de la Mies, quien nos dará, a su tiempo, los trabajadores que Él necesita para esta porción de su campo".
lunes, 6 de septiembre de 2010
P. Jorge, desde Amazonia
Desde Cucui, Diócesis de Sao Gabriel de Cachoeira, Amazonia, el P. Jorge, misionero de nuestra diócesis, nos hace llegar estas fotos y este "relatorio" (no hemos tenido tiempo de traducirlo al castellano, pero creo que no es tan difícil de entender). Vemos su recorrido por las distintas comunidades de esa extensa parroquia de Cucui, siempre a través de los ríos. Interesantes son sus impresiones, que nos acercan a un mundo muy diferente, con mucha pobreza, con realidades culturales a veces chocantes, pero también buscando vivir y celebrar la fe.
ITINERÁRIO:
19/07: 8.45 saímos de Cucuí. Chegamos a Bom Jesus às 11.50, encostando-se a Marabitanas e Açaituba.
20/07: 7.30 saímos para São Gabriel Mirim. Chegamos 9.30. Paramos em São Marcelino para deixar o combustível. Às 11hs, saímos para Iabe, chegando às 11.30 h.- 12.30 chegamos a Tabocal. 16.30 saímos para São Francisco, aonde chegamos às 17hs.
21/07: 9.30 saímos de S. Fco para Cuté aonde chegamos 12.30, parando em São Marcelino para recolher o combustível. 13hs seguimos para Tunú, aonde chegamos às 14hs.
22/07: 7hs saímos de Tunú para Anamuín, parando em Coecé. 8hs chegamos a Umarituba, 10hs continuamos a viagem. 14hs chegamos a Anamuín.
23/07: 7.30 h saímos de Anamuín para Tucano, aonde chegamos às 8.30, tendo parado em São José. 10.45 saímos de Tucano para São Marcelino (Foz) aonde chegamos às 17h (paramos em Tunú 1/2h para recolher um passageiro).
24/07: 7.30 saímos de São Marcelino para Açaituba aonde só paramos para cumprimentar. 10h chegamos a Marabitanas. 12.45 saímos para Cucuí, chegando às 14.15.
IMPRESSÔES:
1. A acolhida das pessoas é muito boa. As pessoas se manifestam bem dispostas a pesar que em algumas comunidades esperassem a gente em outra data. Bate o sino da capela e as pessoas que estão na comunidade vão se congregando.
2. O/A Catequista é uma pessoa chave na comunidade no que diz respeito à Igreja (ou questões e práticas religiosas). É também um referente respeito à conduta das pessoas. Nas refeições dirige a oração, prepara para os Sacramentos, preside o “culto” (Celebração da Palavra) os domingos,...
3. Precariedade da moradia e da alimentação das pessoas. A base é o peixe e a farina de mandioca. Em algumas comunidades fomos convidados com carne de paca e de yacaré (bem branca e saborosa)
4. Refeições comunitárias. Ao bater do sino as pessoas vão se congregando no Salão Comunitário, levando cada família seu aporte. Tem comunidades, como Tunú aonde todas as refeições são comunitárias, em outras só o café da manhã e ou a janta. Os domingos o almoço sim é comunitário. Quando as comunidades são muito grandes (ex. Anamuin) se reúnem por bairros.
5. Divisão entre homens e mulheres: Nas refeições os homens comem primeiro, depois as mulheres e as crianças (às vezes não fica muita comida para elas). Na Igreja homens para um lado, mulheres e crianças para outro lado. Isto em algumas comunidades ainda é muito forte, mas se faz caminhada para ir superando.
6. Trabalho: a roça, a pesca e a caça são os principais. Também tem colheita de frutas do mato. Nas comunidades do rio Xié têm plantação de mandioca brava e elaboração de farinha que vendem ou trocam. Na Missa cada família faz sua oferta de farinha de mandioca, que a paróquia traz e vende ou troca em Cucuí.
7. Capelas: algumas delas são muito grandes para o tamanho da comunidade, levando em conta que estão sendo construídas agora. Tem comunidades, Iabe, por exemplo, que não tem mão de obra suficiente para encarar o trabalho. O estilo de muitas delas não corresponde a esta realidade cultural e climática. Sim todas as comunidades valoram o fato de ter sua capela.
8. Escola: a maioria das comunidades tem escola indígena com ensino fundamental completo. Algumas escolas, como Tabocal e Anamuin, têm ensino meio. Têm algumas com uma boa construção edilícia, outras que desde o mês de novembro de 2009 ficaram sem teto a conseqüência de um temporal e até agora estão assim; as aulas são dadas no salão comunitário. Muitas delas não têm banheiro.
9. O problema (ou realidade humana concreta) que vai surgindo nas distintas comunidades é o do álcool. Sobre todo durante as festas os homens (jovens e adultos) bebem muito e isso repercute não só em si mesmo como em suas famílias. Este é um tema recorrente nas confissões.
10. Na Missa participam a grande maioria da comunidade. Nas confissões também. Mas, nesta oportunidade, não em todas as comunidades foi possível a celebração da Eucaristia e o Sacramento da Penitência.
11. Comunicação: Muitas das comunidades têm rádio para se comunicar. Nas comunidades onde tem telefone (orelhão) está quebrado, se fez o reclamo, mas ninguém concerta, o nome da empresa responsável é a Embratel. A comunidade de Tucano (rio Xié) não tem nenhum médio de comunicação (só o rio e a canoa), ela fica 1 hora de Anamuin, em época de rio cheio, onde têm rádio.
12. Anamuin nos falaram do problema da documentação. Muitos não têm documentos, porque fica muito difícil ir até São Gabriel, único lugar onde podem tirar-los.
13. Saúde, todas as comunidades tem Agente de Saúde, muitos deles são os catequistas. Mas em todas as comunidades reclamaram da pouca presença do personal da saúde do Município. Na região do Xié neste ano só uma visita.
14. Em geral as casas não têm banheiro, as necessidades são no mato mesmo. Na Comunidade de Bom Jesus há um banheiro (só vaso) para uso comunitário (8 famílias). Em Anamuin, o quarto dos missionários, tem banheiro (latrina e torneira). Quando o banheiro da escola (as que têm) está bom, pode se usar. Em todas as comunidades se toma banho no rio. Nele as pessoas lavam também sua roupa e os utensílios de cozinha, assim como as verduras, os peixes, etc. quando preparam para cozinhar.
RELATÓRIO
da visita às Comunidades realizada entre os dias 19 a 24 de julho de 2010
ITINERÁRIO:
19/07: 8.45 saímos de Cucuí. Chegamos a Bom Jesus às 11.50, encostando-se a Marabitanas e Açaituba.
20/07: 7.30 saímos para São Gabriel Mirim. Chegamos 9.30. Paramos em São Marcelino para deixar o combustível. Às 11hs, saímos para Iabe, chegando às 11.30 h.- 12.30 chegamos a Tabocal. 16.30 saímos para São Francisco, aonde chegamos às 17hs.
21/07: 9.30 saímos de S. Fco para Cuté aonde chegamos 12.30, parando em São Marcelino para recolher o combustível. 13hs seguimos para Tunú, aonde chegamos às 14hs.
22/07: 7hs saímos de Tunú para Anamuín, parando em Coecé. 8hs chegamos a Umarituba, 10hs continuamos a viagem. 14hs chegamos a Anamuín.
23/07: 7.30 h saímos de Anamuín para Tucano, aonde chegamos às 8.30, tendo parado em São José. 10.45 saímos de Tucano para São Marcelino (Foz) aonde chegamos às 17h (paramos em Tunú 1/2h para recolher um passageiro).
24/07: 7.30 saímos de São Marcelino para Açaituba aonde só paramos para cumprimentar. 10h chegamos a Marabitanas. 12.45 saímos para Cucuí, chegando às 14.15.
IMPRESSÔES:
1. A acolhida das pessoas é muito boa. As pessoas se manifestam bem dispostas a pesar que em algumas comunidades esperassem a gente em outra data. Bate o sino da capela e as pessoas que estão na comunidade vão se congregando.
2. O/A Catequista é uma pessoa chave na comunidade no que diz respeito à Igreja (ou questões e práticas religiosas). É também um referente respeito à conduta das pessoas. Nas refeições dirige a oração, prepara para os Sacramentos, preside o “culto” (Celebração da Palavra) os domingos,...
3. Precariedade da moradia e da alimentação das pessoas. A base é o peixe e a farina de mandioca. Em algumas comunidades fomos convidados com carne de paca e de yacaré (bem branca e saborosa)
4. Refeições comunitárias. Ao bater do sino as pessoas vão se congregando no Salão Comunitário, levando cada família seu aporte. Tem comunidades, como Tunú aonde todas as refeições são comunitárias, em outras só o café da manhã e ou a janta. Os domingos o almoço sim é comunitário. Quando as comunidades são muito grandes (ex. Anamuin) se reúnem por bairros.
5. Divisão entre homens e mulheres: Nas refeições os homens comem primeiro, depois as mulheres e as crianças (às vezes não fica muita comida para elas). Na Igreja homens para um lado, mulheres e crianças para outro lado. Isto em algumas comunidades ainda é muito forte, mas se faz caminhada para ir superando.
6. Trabalho: a roça, a pesca e a caça são os principais. Também tem colheita de frutas do mato. Nas comunidades do rio Xié têm plantação de mandioca brava e elaboração de farinha que vendem ou trocam. Na Missa cada família faz sua oferta de farinha de mandioca, que a paróquia traz e vende ou troca em Cucuí.
7. Capelas: algumas delas são muito grandes para o tamanho da comunidade, levando em conta que estão sendo construídas agora. Tem comunidades, Iabe, por exemplo, que não tem mão de obra suficiente para encarar o trabalho. O estilo de muitas delas não corresponde a esta realidade cultural e climática. Sim todas as comunidades valoram o fato de ter sua capela.
8. Escola: a maioria das comunidades tem escola indígena com ensino fundamental completo. Algumas escolas, como Tabocal e Anamuin, têm ensino meio. Têm algumas com uma boa construção edilícia, outras que desde o mês de novembro de 2009 ficaram sem teto a conseqüência de um temporal e até agora estão assim; as aulas são dadas no salão comunitário. Muitas delas não têm banheiro.
9. O problema (ou realidade humana concreta) que vai surgindo nas distintas comunidades é o do álcool. Sobre todo durante as festas os homens (jovens e adultos) bebem muito e isso repercute não só em si mesmo como em suas famílias. Este é um tema recorrente nas confissões.
10. Na Missa participam a grande maioria da comunidade. Nas confissões também. Mas, nesta oportunidade, não em todas as comunidades foi possível a celebração da Eucaristia e o Sacramento da Penitência.
11. Comunicação: Muitas das comunidades têm rádio para se comunicar. Nas comunidades onde tem telefone (orelhão) está quebrado, se fez o reclamo, mas ninguém concerta, o nome da empresa responsável é a Embratel. A comunidade de Tucano (rio Xié) não tem nenhum médio de comunicação (só o rio e a canoa), ela fica 1 hora de Anamuin, em época de rio cheio, onde têm rádio.
12. Anamuin nos falaram do problema da documentação. Muitos não têm documentos, porque fica muito difícil ir até São Gabriel, único lugar onde podem tirar-los.
13. Saúde, todas as comunidades tem Agente de Saúde, muitos deles são os catequistas. Mas em todas as comunidades reclamaram da pouca presença do personal da saúde do Município. Na região do Xié neste ano só uma visita.
14. Em geral as casas não têm banheiro, as necessidades são no mato mesmo. Na Comunidade de Bom Jesus há um banheiro (só vaso) para uso comunitário (8 famílias). Em Anamuin, o quarto dos missionários, tem banheiro (latrina e torneira). Quando o banheiro da escola (as que têm) está bom, pode se usar. Em todas as comunidades se toma banho no rio. Nele as pessoas lavam também sua roupa e os utensílios de cozinha, assim como as verduras, os peixes, etc. quando preparam para cozinhar.
jueves, 8 de julio de 2010
Desde un lejano rincón de la Amazonia
Parroquia São Sebastião, Cucuí
Vista de São Gabriel de Cachoeira
Terminado su curso de Formación Misionera en Brasilia, el P. Jorge emprendió el viaje hasta su lejano rincón de Misión, en la Diócesis de São Gabriel de Cachoeira, Un vuelo de Brasilia a Manaus, otro de Manaus a São Gabriel y luego siete horas de río en lancha a motor.
En S. Gabriel, el 1° de julio, Jorge y otros misioneros fueron recibidos por el Obispo y la comunidad diocesana en una Misa en la que también se recordó a un laico integrante de los equipos misioneros, fallecido recientemente.
Ahora Jorge ya se encuentra en la Parroquia São Sebastião, en Cucuí, en la frontera de Brasil con Colombia y, aprovechando el acceso a Internet que le brinda el puesto del Ejército, comparte con nosotros sus primeras vivencias:
Queridos todos:
Ya estoy en el destino final donde comienza este nuevo camino. Los planes iniciales eran otros, pero ni bien llegamos al aeropuerto hubo cambio de rumbo. Pensábamos ir dos a esta parroquia, pero una decisión del obispo colombiano hizo cambiar el panteo de Dom Edson, el obispo de São Gabriel. Así que uno fue para Içana y yo vine para Cucui, una parroquia con 17 comunidades en las márgenes del Río Negro y del río Xié, que comenzaré a visitar mañana con el P. Vidal, que es quien está dejando la parroquia.
El viaje fue bueno. En todos los lugares donde fuimos pasando nos han recibido muy bien. Es una realidad muy diferente, no cabe duda, pero creo que, poco a poco, iré adaptámdome.
De Brasilia llegamos en avión y de São Gabriel hasta aquí de voadeira (lancha con motor), 7 horas de río. Nos agarró una lluvia bastante fuerte, pero el viaje fue tranquilo. Aunque parezca mentira, estoy escribiendo este mail ¡desde el cuartel! (Pelotão, le llaman aquí), pues es el único lugar que tiene internet y está abierto al público. La parroquia (São Esteban) tiene teléfono. Lo tienen en Río Branco las Hnas. Misioneras de la Doctrina Cristiana. Yo las llamé cuando llegué y les dejé el número.
Esta semana no estaré en la parroquia, pues andaremos por el río recorriendo las comunidades (despedida y presentación). Bueno, por ahora quedo por aquí. Seguramente el 15 de agosto estaré bajando a São Gabriel. Ciertamente precisaré mucho de la oración de ustedes. Un abrazo a todos y nos mantenemos unidos en la oración
Jorge
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